A partir de hoje colocarei esses estudos para que os leitores deste blog possam ter acesso ao que as Entidades de Luz falam sobre os temas em específicos.
Voltarei a gravar esses diálogos com as entidades, então quem tiver alguma dica de assunto a ser abordado, ou quiser indicar algum médium para que possamos conversar, eu agradeço imensamente. Então vamos lá:
PEL PROJETO ENSINAMENTOS DE LUZ
A Nova Era Espiritual
Quando vemos que no mundo
inteiro, apenas cerca de 7% das pessoas se consideram ateus, vemos a
importância natural que as religiões exercem na sociedade mundial. As pessoas
vivem, no entanto, realidades distintas e essas realidades são refletidas nos
anseios pessoais de cada grupo de indivíduos, e justamente por isso em momento
algum da história do mundo como a conhecemos existiu uma única religião.
Estima-se que até hoje existiram
cerca de 10.000 religiões diferentes no mundo. Esta pluralidade indica claramente
que até hoje nenhum dogma religioso foi plenamente satisfatório para a
humanidade. Logicamente as religiões completamente opostas uma a outra
(cristianismo e o islamismo, por exemplo) possuem uma grande dificuldade em
encontrar pontos em comum, além do amor ao próximo (algo que é inerente à
maioria das religiões), porém no próprio cristianismo existem milhares de
denominações distintas. David Barret, pesquisador de missiometria da
Universidade Regent, diz que atualmente existem cerca de 35.000 denominações
cristãs no mundo. Vale ressaltar neste ponto que o cristianismo (com todas as
suas ramificações juntas) responde por pouco mais de um terço da população
religiosa mundial, algo que vai no encontro da realidade brasileira, onde
trata-se da maioria esmagadora.
Nunca na história da humanidade
existiu tantas novas religiões visando misturar elementos da fé de religiões
completamente distintas, como cristianismo, budismo, islamismo, entre outras.
Na década de 1900 eram cerca de 1.000 religiões (ou seitas, como boa parte se
denominam), hoje são aproximadamente 10.500. É um crescimento expressivo e
mostra que a humanidade cada vez mais visa unificar o que acha de melhor em
cada uma das diversas religiões, principalmente nas religiões com maior número
de fiéis, como as já citadas, o que notadamente gera um maior conhecimento
social.
Chegamos ao ponto, então, de
perguntar algo que parece óbvio e que, certamente, muitos já não apenas se
perguntaram, mas já deram a resposta antes da pergunta ser dita: qual religião
é a certa? Os cristãos respondem que seguir os ensinamentos de Jesus Cristo é o
único caminho à verdade, enquanto os islamistas dizem que o Alcorão é o grande
norte a ser seguido. Se levarmos a ferro e fogo o que cada religião prega,
então temos algumas bilhões de pessoas sendo enganadas ou que não terão a sua
Salvação (ou algo que o valha), por ser diferente da religião que o outro
professa. Realmente será que é assim que funciona? Não existe a possibilidade
desses mais de 10 mil religiosos que buscam unificar elementos doutrinários
distintos diminuírem e se tornarem cada vez mais um grupo homogêneo e maior,
realmente criando uma religião que representa apenas a essência de tudo o que
de melhor as demais religiões pregam?
Aliás, uma das grandes perguntas que
nos fazemos é sobre a real necessidade de uma religião, visto que as maiores
religiões do planeta historicamente entraram, ou infelizmente continuam
entrando, em conflito umas com as outras, não por rixa pessoal de seus fiéis,
mas pela má interpretação de seus líderes. Existir uma religião ou uma comunhão
entre as pessoas? Qual a melhor situação para a humanidade? Ou será que existe
alguma outra alternativa para este caso?
Antes de discorrermos mais afundo
sobre esse assunto, vale citar a passagem bíblica, Coríntios 12, 4-6, onde é
dito que “Ora,
há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de
ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o
mesmo Deus que opera tudo em todos”.
A ideia do texto acima foi repassada
às Entidades de Luz que cordialmente nos auxiliaram nesse estudo. Tivemos o
privilégio de contar com a participação de Entidades das mais diversas linhas,
desde os Pretos Velhos e Exus da Umbanda, até guias do Kardecismo. Agradecemos
a Deus pela oportunidade e a nossos guardiões pela proteção neste trabalho.
Vovó Ana de Angola, entidade de
luz que trabalha na linha dos Pretos Velhos na Umbanda, diz ao ser questionada
sobre a falta da prática das coisas certas pelo homem atualmente que,“Independe de religião; se tem religião
ou se não tem, todos vocês, fio, têm o intuito das coisas corretas, do que se
deve ou não fazer. Não importa a religião, sendo no Católico, sendo no
Evangélico, todos estão ali, meu fio, pra fazer o bem pro próximo, pra fazer o bem
maior”. Antes mesmo de ser sequer citado qualquer tema religioso, Vovó Ana
ressalta que o aspecto religioso pouco importa quando se trata de fazer aquilo
que está no cerne de nossa alma, que são as “coisas corretas”. Vovó Ana
completa seu raciocínio sobre fazer o bem: “O bem, meu filho, é feito sem
esperar nada em troca. Quantos irmãos já vieram na Terra fazer o bem e não
ganharam nada em troca? Muitos foram apedrejados, não é mesmo? Que Lei é essa,
meu filho, que você não pode fazer o bem por causa de uma hierarquia inventada
pelos homens, meu filho? Claro, precisa sim ter hierarquia, precisa ter ordem
pras coisas não fugir do controle, mas não pro amor, meu filho. Quantos irmãos
nem religião têm, meu filho, e fazem muito mais que os que têm? Tá na hora de
vocês fazerem o bem, meu filho, sem esperar um obrigado, sem esperar nada em
troca e apenas sentir o coração transbordar de amor”.
Na simplicidade de Vovó Ana vemos
de forma tranquila dois conceitos: primeiramente não existe a necessidade de
uma religião específica, ou de qualquer uma, pelo que se entende deste trecho,
para se aplicar o segundo e, talvez, mais claro conceito, que é o amor. Amor,
este, que se torna presente em todas as religiões conhecidas. Amar ao próximo,
amar a Deus, amar seus pais, amar as crianças. Enfim, colocar em prática o amor
que Deus, seja Ele como quiserem chamar, nos pede desde sempre.
Quando Vovó Ana fala da
hierarquia, ela diz claramente que se faz necessária para manter a ordem, o que
inevitavelmente combate o caos, e manter um controle, porém no âmbito social,
quase que administrativo do dia a dia que vivemos, porém ela rechaça
veementemente uma hierarquia na prática do amor, e novamente cita a falta de
necessidade em se ter uma religião para praticar o bem. Aliás, conseguimos
entender que a religião não representa nada de importante nesse sentido, tanto
que muitos que não possuem uma religião fazem mais que muitos que possuem. A
última frase, onde Vovó Ana diz que temos que fazer o bem sem esperar sequer um
obrigado, nos leva à uma pergunta que inevitavelmente surgiria nesse estudo: o
amor e a caridade realmente são as bases para uma nova religião, ou para uma
nova condição espiritual?
Para responder esta questão,
conversamos com algumas entidade de luz. O que Pai Joaquim de Aruanda, que
trabalha na linha dos Pretos Velhos, nos diz é: “Todas as religiões afirmam que um novo
mundo, uma nova era, nascerá no planeta. Dizem que este novo tempo será
caracterizado através de uma transformação no planeta que trará paz, felicidade
e harmonia para os seres humanizados. As religiões cristãs afirmam que este
novo tempo surgirá com o retorno de Cristo, outras falam em diversas mudanças
que ocorrerão no planeta. No entanto, apesar da variedade de visões que
determinam à chegada do 'novo mundo', todas as religiões são categóricas em
afirmar que ela será marcada por fenômenos externos que promoverão a mudança do
antigo para o novo. No entanto, somente quando cada um conhece seu interior, é
que se aprende que a paz, a harmonia e a felicidade formam um estado de
espírito e que a mudança para esse estado de espírito não pode ser alcançada
por mudanças externas, mas apenas com a reforma interior de cada um. Os
sentimentos com os quais o espírito encarnado vivencia os acontecimentos da
vida carnal é decisão dele mesmo. Eles surgem diante de algum acontecimento de
forma não padronizada, ou seja, cada um tem o direito de escolher o que quiser
para sentir-se frente a cada momento da sua existência. Este é o livre arbítrio
que Deus deu aos Seus filhos. Desta forma, se o 'novo mundo' promoverá uma
mudança sentimental na forma de viver dos seres humanizados (trocar o conflito
pela paz; a guerra pela harmonia; o sofrimento pela felicidade), como ensinam
todos os mestres, ele não poderá ser alcançado por fatores externos, mas apenas
com a mudança interior de cada um.
Portanto, não será a 'volta' de Cristo
que poderá trazer a paz para o planeta, mas isto acontecerá quando cada um
alterar seu íntimo passando a sentir paz e não mais nutrir os sentimentos que geram
conflitos. Não será com a retirada dos "ímpios" do planeta que a
harmonia surgirá, mas quando cada um abandonar o desejo de guerrear com os seus
irmãos para subjugá-los. A felicidade só chegará quando o ser humanizado optar
por ela e não pela 'escolha' de sentimentos que tragam sofrimentos.
Mas, como deixar de guerrear ou sofrer?
Como deixar de optar pelos sentimentos que levam o ser a viver num estado de
beligerância com o próximo trazendo infelicidade para si e para os outros?
Abandonando o individualismo, o egoísmo, o querer para si mesmo. Somente quando
o ser humanizado libertar-se da busca individual durante a encarnação poderá
encontrar a paz, a harmonia e a felicidade para si. O individualismo é o 'mal'
da humanidade e precisa ser extirpado para que o ser humanizado volte a viver a
sua essência espiritual fundido ao Todo, o universalismo. Isso porque o egoísmo
fere frontalmente o amor ensinado por Cristo, que é amar ao próximo como a si
mesmo, e a máxima que caracteriza a caridade: 'dar ao outro o que deseja para
si mesmo'. Para que o individualismo exista, no entanto, é necessário que o ser
humanizado possua 'paixões'. Só quando o espírito encarnado nutre uma 'paixão'
(gosta de determinada coisa, acredita em determinada verdade) é que surge nele
o desejo de satisfazer suas paixões (viver o que quer, o que gosta e repudiar o
que não quer, o que não gosta). As paixões do ser humanizado são caracterizadas
por 'escalas dualistas' que geram as 'paixões positivas' (querer, gostar) e
negativas (não querer, não gostar).
Ou seja, o individualismo é motivado
pelas escalas de 'bom' e 'mal', de 'certo' e 'errado', de 'bonito' e feio' que
cada ser humanizado possui. É deles que surge o desejo (individualismo) de que
o 'certo' aconteça e que o 'errado' não venha a acontecer. Mas, porque o
conhecimento de cada um sobre o 'bem' e o 'mal' acaba com a paz e a harmonia
com o próximo que leva à felicidade de todos? Porque estes valores são
individuais. O 'certo' e o 'errado', o 'bem' e o 'mal', o 'bonito' e o 'feio' são
concepções individuais que cada um possui e quando se pretende impô-las ao
próximo caracteriza-se o individualismo, o querer a 'verdade' para si em
detrimento do desejo do próximo. Portanto, para que a paz e a harmonia que
levam à felicidade reinem sobre o planeta será necessário que cada um deixe de
ter padrões de 'certo' e 'errado'. Abolindo-os o individualismo (egoísmo) não
terá onde se fundamentar e, com isso, extingue-se. Por isso dissemos no início
que o 'novo tempo' não poderá surgir a partir de fatores externos, mas apenas
com uma reforma íntima: deixar de guiar-se pelos padrões de 'bom' e 'mal' e
vivenciar o amor ao próximo como a si mesmo praticando a caridade (conferir aos
outros os mesmos direitos que quer para si)”.
O amor e a caridade são os principais
vetores de mudança da atual condição da humanidade para aquela mais evoluída,
porém, segundo Pai Joaquim de Aruanda, não deve existir o individualismo e, com
isso, o conhecimento individual do bem e do mal deve ser deixado de lado e a
humanidade deve passar a vivenciar o amor e a caridade de uma forma real e
comunitário, sem se ater ao que cada um acha que é certo e errado.
A quantidade de humanos
encarnados é muito grande, então nos levamos a questionar como uma mudança
realmente drástica como essa pode acontecer, já que as bilhões de pessoas
existentes no planeta possuem realidades distintas e, dentro dessa realidade,
cada uma tem, sim, o seu conceito do que é certo e errado. A mudança
aconteceria de qual forma? Pai Joaquim de Aruanda complementa: “Os
acontecimentos do mundo não se alterarão para que comece o novo mundo. Os
"beligerantes", em todos os níveis, continuarão a existir, mas os
outros seres lhes concederão o direito de agir da forma que quiserem, sem
julgá-los ou criticá-los, buscando a felicidade universal para cumprir a lei de
Deus. Será através da fé no Pai Justo, Inteligente e Amoroso que se eliminará o
temor em transformar-se em vítima do conflito gerado por outros. Este é o novo
mundo: um mundo igual ao que existe hoje, mas visto com outros olhos, sentido
com outros sentimentos.
Esta nova forma de ver e sentir
os acontecimentos, como já dito, é pessoal, ou seja, será alcançada por cada um
ao seu tempo. Portanto, afirmo que não haverá uma mudança coletiva do dia para
a noite na forma de sentir da totalidade da humanidade, mas, gradativamente,
cada um se modificará promovendo a sua reforma e, desta forma, entrará no novo
mundo. O mundo novo onde reine a paz, a harmonia e a felicidade, não é um
'direito adquirido' do ser humanizado, mas trata-se de uma conquista, um
merecimento. Apenas aqueles que promoverem a sua reforma íntima, abandonando a
visão "ser humano", conseguirão adentrar neste reino. Para participar
dessa paz, felicidade e harmonia não existem horas nem dias certos: tudo dependerá
do esforço de cada um. Existem seres humanizados que conseguiram alcançar o
'novo mundo' há muito tempo: São Francisco de Assis, Santo Agostinho e outros
que, apesar de viverem uma existência humana no século passado, já vivenciaram
suas 'vidas' dentro daquilo que ainda hoje esperamos: o 'novo mundo'. Mais
recentemente, Chico Xavier, irmã Dulce, Madre Teresa de Calcutá e tantos outros
espíritos anônimos conseguiram viver a vida carnal sem que paz e harmonia
interior fossem afetadas, alcançando, assim, a felicidade universal.
Conseguiram isto vivendo no mesmo mundo, vivenciando os mesmos acontecimentos,
que vocês.
As guerras, a miséria, a fome, os
conflitos foram os mesmos que vocês viveram e vivem no mundo, ou seja, que lhes
tiram a paz, harmonia e felicidade. Eles, porém, não perderam este estado de
espírito. Portanto, você também pode realizar isso, sem que para tanto o
'mundo' precise alterar-se, que os acontecimentos atuais deixem de existir.
Mas, como fazer viver assim? Em que é preciso acreditar para poder entender o
mundo como estes seres encarnados entenderam e alcançaram, assim, o 'novo
mundo'? Em primeiro lugar é preciso eliminar de vez com a auto visão 'ser
humano' que cada um tem de si. Não existe ser humano, mas espírito encarnado.
Portanto, somos todos espíritos, encarnados ou não, e não seres humanos. Chico
Xavier, Irmão Dulce e tantos outros sabiam que eram 'filhos de Deus' elementos
universais. Eles não acreditavam que eram as personalidades transitórias que
cada um vivencia durante a sua encarnação. Eles sabiam-se elementos eternos e
universais e por isso não acreditavam no individualismo que lhes vinha à mente
para compreender a vida (dar realidades a ela).
E por causa dessa visão que
tinham de si mesmo, também não acreditavam na matéria, no mundo material. Eles
compreendiam que, apesar de aparentemente viverem condições diferentes daquelas
que chamamos espirituais (o corpo, os objetos, etc.) que tudo isso era apenas
uma miragem do que é Real: o Universo. Pelas máximas espirituais (amar a Deus
acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, desejar para o próximo o
que quer para si, etc.) ao invés de acreditar nos padrões humanos de
satisfação. Para eles, que viveram o 'novo mundo' no mesmo 'lugar' onde outros
viviam a o velho, nenhum dos apelos humanos (privilegiar o seu bem estar, a sua
vontade) eram importantes. Somente a busca de manter-se sintonizado às coisas
espirituais e em perfeita harmonia amorosa com Deus e com a irmandade
espiritual guiavam sua forma de 'ver' o mundo. A partir destas crenças (que não
há ser humano nem mundo material, mas apenas o espírito vivendo no Universo)
eles buscaram entender porque estavam vivenciando esse 'período' de sua
existência eterna ligado a uma personalidade transitória e descobriram que tudo
isso trata-se apenas de provações ou missões para o espírito realizar.
Portanto, não importa se você é
veado ou leão, 'certo' ou 'errado', 'bonito' ou 'feio', cristão ou muçulmano,
oriental ou ocidental, espírita ou não, quando os primeiros raios do sol
surgirem, levante-se e comece a correr no sentido de estabelecer esta relação
amorosa com Deus. Só assim você poderá entrar no 'novo mundo”.
OS RELIGIOSOS HOJE E AS MUDANÇAS PROPOSTAS
No final de 2011, em São Paulo,
durante o congresso Pró-Vida,da Human Life International, representantes da ONU
– Organização das Nações Unidas, levantaram a hipótese de se criar uma Religião
Universal, para que alguns itens que são amplamente discutidos entre as
religiões e que nunca tiveram um consenso, passassem a ter. A legalização do
aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo foram os itens mais
contundentes, o que levou muitos religiosos a contestarem aposição da ONU.
Não discutiremos nesse instante
esses assuntos pontuais, porém vejamos o que um representante da Igreja
Católica, Monsenhor Juan Cláudio Sanahuja, doutor em teologia pela Universidade
de Navarra (Espanha) diz sobre isso: “Hoje se fala do politicamente correto, um pensamento
único comum às pessoas de muitas nações. Esse projeto é um conjunto de medidas
para implementar um conjunto de regras de como pensar, do que falar e fazer. A
religião universal também pode ser conhecida como um novo código ético
universal. Este código ético impõe valores relativos e, conforme dizia João
Paulo II, o relativismo se converte em um totalitarismo, o relativismo unido à
democracia se converte em um totalitarismo visível ou encoberto”.
A parte do discurso a ser
analisada mais afundo é: “Isso dá pé para
essa nova ordem mundial para perseguir a Igreja e a todos que tenham convicções
imutáveis. É necessário resgatar a família humana fundada no matrimônio entre
um homem e uma mulher, a defesa da vida humana desde sua concepção até seu fim
natural e o direito do pais à educação dos filhos”. Um representante da
Igreja Católica discursa a respeito de manter não a essência (amor e caridade),
mas as convicções dogmáticas imutáveis. Ou seja, a Igreja Católica, uma das
maiores do planeta, se nega a mudar alguns dogmas baseados em textos milenares.
O sacerdote não fala sobre o que entende como certo e errado no casamento entre
pessoas do mesmo sexo, por exemplo. Ele se atém a se contra a ideia de pensar a
respeito de algo diferente daquilo. É o discurso do “não faço isso porque não
faço e pronto!”.
Baseado no texto do Monsenhor
Juan Cláudio, perguntamos às entidades de luz se é possível e, em caso
positivo, como seria possível mudar as convicções dos líderes religiosos das
maiores igrejas. “É certo que tudo que existe nesse mundo que vocês habitam
pode exercer influência de mudança sobre tudo. Ou seja, tudo pode mudar tudo.
Uma brisa que sopra no rosto de uma pessoa pode fazer com que essa pessoa mude
seu humor naquele dia e quem sabe essa mudança de humor não pode influenciar
outras mudanças naquele dia e que vai se refletir no dia seguinte, no outro dia
e assim por diante. Se esta mesma pessoa ao sentir a brisa da manhã resolver
fechar sua janela, vai impedir qualquer efeito que aquela brisa possa trazer
pra ele. Então da mesma forma que tudo neste mundo de vocês está ligado, tudo
exerce alguma força, maior ou menor, sobre tudo que existe. Esses líderes das
religiões são rodeados de pessoas que os colocam junto aos santos ou ao Deus
que eles representam, então tudo que esses líderes falarem vai ter um forte
peso em seus fiéis, em seus seguidores. Se um Papa diz que o aborto é proibido
então quem abortar ou quem apoiar o aborto ficará contra o Papa e ficando
contra o Papa ficará contra a sua igreja. Se um pastor disser que a partir de
hoje é proibido comer carne de porco, a maioria dos seus fiéis seguidores nunca
mais comerão carne de porco e ficarão contra quem comer.
Por outro lado se os fiéis de qualquer
igreja acharem melhor tomar algum tipo de atitude, essa união vai não só
incomodar, mas vai fazer com que o líder espiritual daquela igreja mude a forma
de ver a situação que fez com que seus fiéis tomassem a atitude. Com o tempo,
sendo alguma coisa boa para todos, aquela atitude que começou com um grupo e
foi crescendo, acaba se tornando parte da lei daquela igreja. Isso me faz ter a
certeza de que para que um líder religioso mude, que nem você propõe, é preciso
que os fiéis que ele representa queiram essa mudança. Como eu disse, os fiéis
podem ser a brisa que bate no rosto do líder religioso toda a manhã. Que seja
pela insistência, mas algum dia ele abre a porta pra sentir essa brisa. Se você
pensar direito, vai perceber que muita coisa mudou em todas as religiões.
Quando eu andava nesse mundo de vocês, era muito próximo da Igreja Católica e
posso dizer que muita coisa que se fala nos dias atuais seriam tratadas como se
fossem verdadeiras atrocidades em minha época encarnado. É claro que ainda
muita coisa tem que mudar porque o ódio e a mesquinharia continua dominando a
essência de muitos líderes religiosos católicos, mas hoje vocês pelo menos
conseguem ter suas opiniões sem irem pra forca. E esse tipo de conquista não
foi feito por benevolência da Igreja; foi feito por que os fiéis católicos
buscaram aquilo que melhor os representava”.
O Sr.Tatá Caveira, cuja
experiência carnal foi cercada de muita sabedoria, nos emprestou sua valiosa
colaboração e ponderou de forma contundente que, sim, é possível mudar, porém a
mudança não é interna das igrejas, mas externa, dos seguidores daquelas
religiões. Um Papa Católico, por exemplo, pode ter suas convicções pessoais
alteradas e, de certa forma, mudar as doutrinas da Igreja Católica, por
exemplo. Basta, para isso, termos um levante popular sobre determinado assunto.
Atualmente a Igreja Católica é
representada pelo Papa Francisco, líder religioso muito simples, que ao que
percebemos até agora se importa menos com as pompas cerimoniais e mais com os
verdadeiros anseios de seus fiéis. Dito isso, ressalto que no início de 2014
ele redigiu uma carta às comunidades pentecostais dos Estados Unidos, falando sobre
a unificação das igrejas cristãs, deixando de lado suas diferenças para que
pudessem se tornar uma única comunidade religiosa. Segundo o religioso, a
segregação entre os cristãos são fruto de um legado de pecado comum a todos.
Para ilustrar seu ponto de vista, Para Francisco citou a história de José,
filho de Jacó, vendido por seus irmãos como escravo e que acabou trabalhando
como no Egito para o Faraó:
“Eles tinham dinheiro, mas não podiam
comer o dinheiro. Foram ao Egito comprar comida, mas encontraram mais que
comida, encontraram o irmão. Nós também temos dinheiro, o dinheiro da cultura,
o dinheiro da nossa história, tantas riquezas culturais, riquezas religiosas, e
temos diversas tradições. Mas temos de nos encontrar como irmãos. Temos de
chorar juntos, como fez José. Estas lágrimas unir-nos-ão, as lágrimas do amor.
Nunca vi Deus iniciar um milagre que não concluísse bem”.
No ano seguinte o mesmo Papa Francisco
clamou pela união de toas as religiões, cristãs ou não, e até mesmo daqueles
que não seguem qualquer religião, para o bem da Humanidade: “A Igreja
(Católica) não rejeita nada que seja verdadeiro e santo nessas religiões (todas
as demais). O mundo olha para os fiéis pedindo respostas efetivas a inúmeros
temas. De inimigos e estranhos, nos tornamos amigos e irmãos. O Concílio
apontou o caminho: ‘sim’ ao redescobrimento das raízes hebraicas do
cristianismo e ‘não’ a toda forma de antissemitismo e condenação de toda de
toda injúria, discriminação e perseguição”.
Sobre as práticas terroristas,
especialmente as praticadas pelo Islã, o líder católico não fugiu do assunto e
tão pouco acirrou os já costumeiros embates entre as duas religiões, tão
distintas entre si pelos seus dogmas. Segundo o Papa, nenhuma religião está
imune ao risco do fundamentalismo e do extremismo, porém com os líderes
islamistas não fundamentalistas, é necessário um diálogo aberto e respeitoso.
Ao final, sua frase mais emblemática e que refletiu fortemente na comunidade
religiosa: “Todos
os crentes, de todas as religiões. Juntos podemos adorar ao criador por ter nos
dado o jardim que é esse mundo. Todos façamos uma oração, conforme sua própria
tradição religiosa”.
Essas situações mostram que é
possível que os líderes religiosos adotem posições menos ortodoxas e mais
condizentes com aquilo que a sociedade clama, sendo esta sociedade formada
pelos seus fiéis ou não. Independente dos pontos isolados de cada dogma
religiosos, é fato que o grosso de todas as religiões existentes pregam o amor.
Quando o líder da Igreja Católica, uma das mais representativas do mundo, se
coloca na posição de que é necessária a união de todos os povos para viverem em
paz, surge um alerta não apenas para os demais líderes religiosos, mas,
principalmente, para os seguidores destas outras religiões. E é justamente este
alerta nos fiéis que pode ser o vetor inicial de mudança em seus líderes e,
consequentemente, na forma como aquela determinada religião vê a unificação
(ou, que seja inicialmente, a colaboração para o bem comum) de todas.
Mas esses conceitos são todos
baseados em posicionamentos de espíritos encarnados que, com maior ou menor
evolução e conhecimento, ainda sim se atém aquilo que vivenciam. Recorramos novamente
aos nossos caridosos Espíritos de Luz: “Tentar
mudar o mundo sozinho, tio, é difícil. Acho que não dá certo, não. Só que dá
pra conversar com a pessoa que tá do seu lado pra deixar ela mais feliz, porque
essa felicidade, tio, é boa e todo mundo gosta de coisa boa, né. Ao invés de
falar coisa feia, tem que falar coisa bonita, e se quiser que esses homens que
são os paizões de vocês escutem vocês, todo mundo tem que falar bastante alto,
e todo mundo juntinho, porque se falar um tio só, ninguém escuta né. Porque é
que nem falar no canto de uma salona bem grande e querer que o tio que tá lá do
outro lado escute. Não dá certo, não. E eu vou te contar um segredo: toda
pessoa quer ser boa e quer fazer o bem, mas tem umas coisas ruins que acontecem
que faz o tio sair do caminho dele, daí ele acaba fazendo coisa errada. Se
todos os tios falarem coisa boa pra esse outro tio, então ele vai fazer essas
coisas boas que falam pra ele. Daí quando o tempo passar, ninguém mais vai
precisar ficar falando nada, porque todo mundo vai fazer as coisas boas”.
A entidade de luz que presta seus
serviços na linha dos Erês, reforça o que fora dito anteriormente que a mudança
pode ocorrer, sim, porém virá não de dentro para fora, com o líder religioso
tento uma epifania espiritual, mas como consequência natural do sentimento de
mudança para algo melhor de seus fiéis. Temos que dar atenção à frase “toda pessoa quer ser boa e quer fazer o bem,
mas tem umas coisas ruins que acontecem que faz o tio sair do caminho dele”.
Esse trecho encaminha a ideia que todo ser humano tem em sua natureza o bem,
tudo aquilo que é bom, e o que acontece são desvios desse caminho. Podemos
entender que as escolhas que a pessoa faz na vida (dadas pela dádiva do livre
arbítrio) a conduzem para os vários caminhos que ela pode escolher, então tendo
esse fato como absoluto e incontestável, chegamos ao ponto de que o ambiente
pode ajudar na escolha desses caminhos, pois alguém só toma decisão sobre algo
quando conhece aquilo.
Se uma pessoa é criada em um
ambiente com determinada característica, naturalmente seu crescimento será
lastreado pelas situações que o cercam e suas escolhas, sejam quais forem,
sempre estarão de certa forma ligadas aquele ambiente no qual o sujeito está
inserido. Qualquer líder religioso, especialmente os que representam as maiores
religiões existentes, nasce em uma família que via de regra professa sua fé
naquela religião, então a pessoa que eventualmente se tornará um líder
religiosos tem, além da doutrina oficial de sua religião, o sentimento daqueles
que o cercam sobre aqueles dogmas, portanto ele terá um preparo teórico para
praticar o sacerdócio, mas também poderá recorrer à bagagem prática que traz
consigo da célula mais importante de qualquer religião, que é a Família.
Se a necessidade de mudança
ocorrer de forma natural e, como disseram as caridosas entidades de luz, de
fora para dentro, então possivelmente o novo sacerdote já terá chego à
liderança de sua igreja com aquele sentimento de mudança, então ele poderá ser
o porta-voz de uma eventual mudança, de uma forma bastante natural, batendo de
frente com a instituição, porém acompanhando os anseios dos milhões e até
bilhões fiéis que o veem como representante daquela religião.
OCORRERÃO AS MUDANÇAS?
“Tudo aquilo que deve acontecer, em algum
momento se tornará realidade. Se o destino de um rio é desaguar no mar, então
pode demorar, mas é no mar que ele vai terminar. Se tiver muitas rochas em seu
caminho, aos poucos, lua após lua, as rochas cederão à vontade do rio em desaguar
no mar, porque se é o que tem que acontecer, é o que vai acontecer. A mudança
nas religiões é uma coisa que precisa acontecer. Pode demorar, mas as mudanças
vão acontecer. O que vocês, homens brancos de carne, devem fazer, é fazer com
que essa mudança aconteça. Vocês têm a obrigação de buscar o crescimento
espiritual, e se for preciso lutarem contra o que está errado, então lutem. Se
for para brigar, que seja por algo que mereça. Se for para cair, que seja para
levantar e ver um mundo melhor. Brigar, cair e levantar e ver as mesmas coisas
que te fizeram cair é errado. Saibam lutar a luta boa. Nisso que precisa ser
mudado, vocês devem ensinar o toque do tambor para quem não sabe, e vocês devem
estar com o coração aberto para aprender a tocar outros instrumentos. Seu
tambor não é melhor que a flauta do outro, mas também não é pior. Para que Tupã
dance vocês precisam tocar os instrumentos todos juntos. Precisam juntar quem
segue todas as religiões e tocar pra Tupã. E Tupã gosta de música com amor”.
Para esta entidade de Luz que
presta seus serviços na linha dos Caboclos de Oxossi na Umbanda, tudo o que
deve acontecer, assim será, tendo a velocidade dos acontecimentos baseada,
acreditamos, na intensidade que nós nos entregamos àquela determinada situação.
A entidade diz que a mudança nas religiões precisa acontecer, e como tudo o que
precisa acontecer efetivamente acontecerá, nós temos que entender que somos os
vetores desta mudança.
A analogia feita com os
instrumentos remete à fé de cada um. Todos os instrumentos (religiões) não só
podem como devem tocar em uníssono (coexistir), para chegar até Deus, seja lá
como Ele seja tratado ou nomeado em cada religião, desde que seja uma “música
com amor”, ou desde que todas essas religiões celebrem não seus dogmas, mas
simplesmente o amor.
Sobre isso, recebemos a breve,
mas cirúrgica, contribuição da Entidade de Luz Dr.Camilo, que presta seus
serviços nas linhas espiritualistas Kardecistas e Umbandistas. Diz nosso amigo
que: “Não
existe religião maior que o amor. Onde há amor, amor de verdade,
desinteressado, amor incondicional, tem todo o resto para que as demais coisas
funcionem, inclusive a caridade. Quando os seres humanos olharem um para o
outro como iguais, não será preciso religião; o amor entre irmãos, entre iguais
será o suficiente. Isso é uma situação que independe da espiritualidade, porque
o próprio Cristo já pregava isso e até hoje seus irmãos na Terra ainda não
entenderam”.
A Entidade de Luz, Dr.André, que
presta seus serviços de cura espiritual nos centros espíritas Kardecistas e
Umbandistas, diz que: “Deus deu ao homem o privilégio de ser, na face da Terra,
o único ser que pensa, e por este fato foi dado ao homem o poder de dominar
tudo que existe. O domínio da natureza, dos animais e todo o resto. A natureza
é muito mais forte que o ser humano, e os animais em sua maioria são mais
fortes e poderosos que o ser humano. O propósito de ser o único ser vivo
racional no mundo é deturpado, pois ao mesmo tempo que essa inteligência é
utilizada para o bem, ela também é utilizada para práticas condenáveis.
A inteligência que consegue criar o
fogo, é a mesma que conseguiu criar a pólvora, colocando a guerra entre os
homens em um novo patamar de destruição. Isso acontece também com a religião.
Temos vários profetas enviados por Deus para passar Sua mensagem para os
homens, e nenhum deles quis fundar uma religião. Maomé, Jesus, Abraão, entre
outros, vieram para passar uma palavra para a Comunhão dos homens com Deus. Uma
palavra de paz e de evolução espiritual. Em momento algum eles determinaram que
haveria a necessidade de se criar uma religião. O homem deturpou esses
ensinamentos, utilizando aquela inteligência que Deus lhes concedeu, para
transformar a religião em política e desta forma fazer com que a religião deixe
de ser algo bom, deixe de ser algo voltado exclusivamente para a paz e para a
caridade.
A cada tempo que passa vemos que as
religiões ficam cada vez mais profissionais. Cada vez mais impregnadas nos
governos e cada vez menos com cunho espiritual, e isso é complicado pois quando
se tem um político que determina o andamentos das ações de uma sociedade e você
tem um líder religioso que ao invés de falar da parte espiritual, ele respalda
aquilo que aquele político está falando, a religião deixa de ter uma finalidade
espiritual e passa a ter cunho exclusivamente político. A religião existe
apenas no papel, pois na prática renega tudo aquilo que, quem serviu de
inspiração para a criação dessas igrejas, os Profetas, pretendiam deixar como
legado. Jesus Cristo e Maomé nunca pediram, em momento algum, a guerra entre
nações ou entre suas religiões. Muito pelo contrário; ambos pediram a união dos
povos, visando o louvor a Deus.
É claro que a linguagem em que tudo isso
foi escrito é antiga, afinal de contas os textos sagrados possuem centenas ou
milhares de anos, então naturalmente o discurso desses seres abençoados, desses
porta voz de Deus, tinha que ser um discurso para que as pessoas daquelas
épocas entendessem, Só que em determinado momento as pessoas que ouviram e
sucederam esses profetas deturparam aquilo que foi dito, criaram um ambiente
político em torno do que havia sido profetizado e passaram a esquecer e não
ouviram mais os novos profetas. Os profetas nada mais são que médiuns
extremamente evoluídos que vieram para cá com o intuito de mostrar a verdade
para as pessoas. São inúmeras as pessoas de extrema luz que vieram em sua
última passagem na Terra para tentar proporcionar a evolução dos homens, só que
a deturpação das religiões foi feita de tal forma que essas pessoas iluminadas
não são reconhecidas como grandes mentes religiosas, mesmo sendo. E essa
situação é complicada pois quando acontece, percebe-se que os líderes
religiosos negam novos líderes espirituais. Os líderes religiosos continuam
sendo políticos e renegam a essência da religião, que é a evolução espiritual.
Renegam os líderes espirituais. O que deve ocorrer para mudar esta situação é
uma união espiritual dos homens de tal forma que todos estejam em um nível de
elevação espiritual, para que todos se tornem um único ser pensante e vibrando
a energia que pode contaminar os líderes religiosos e políticos”.
Complementando a mensagem enviada
por André, temos a seguinte (de outro Guia de Luz): “Esse mundo que vocês vivem e que nós
trabalhamos muda de tempos em tempos devido o descaso de seus habitantes.
Grandes montanhas são furadas para que o homem possa passar por dentro delas ao
invés de contorná-las. Árvores são arrancadas de seus lugares e destruídas para
dar um conforto um pouco melhor para os homens, que não se prestam para plantar
novamente aquilo que destroem. O ar, puro em sua essência, fica cada vez mais
cinza. As águas do mar e dos rios, que antes jorravam vida, aos poucos sangram.
Aquele Ser Superior, o Criador, que nos acolhe para trabalhar criou todos
vocês, e nós também, com a mesma pureza de um corvo.
A ganância, a miséria espiritual e a
maldade cultivada nas eras de existência da humanidade transformaram vocês, e
muitos de nós, em estéreis. A incapacidade de amar é espantosa. O amor que
vocês têm é um amor egoísta, onde vocês não se entregam para o próximo, mas
amam para serem amados. É mais certo dizer que vocês, arrogantes, transformaram
amor em vaidade, deixando de sentir e pensando demais. Se existe algo que
aprendi deste lado, onde há grandiosidade nos sentimentos e, desse jeito, há
sinceridade no que se diz, é que quando alguma coisa está errada, o Criador
acaba com o que existe e começa novamente. Pela necessidade de evolução de toda
a raça humana, não acredito que esse mundo de vocês acabe, mas ou vocês usam o
Livre Arbítrio para se unirem e evoluir, ou serão todos obrigados a aprenderem
a viver em comunhão. Se essa mudança ocorrer, não será apenas física e
política, mas deverá trazer a realidade da existência para cada homem e mulher
que vive nesse mundo, e eu acredito na mudança da humanidade apenas com esse
tipo de situação.
Não vejo os chefes das religiões mudando
suas formas de agir como se muda de roupa, pelo contrário. Acredito que com um
mundo envenenado, esses religiosos devem deixar de existir ou sucumbirão cada
vez mais às mazelas do que os cercam. A mudança espiritual vinda dos seguidores
é a ideal, mas tem que ser constante. Não adianta reclamar de assuntos triviais
e não se opôr ao principal. Quando cristãos, muçulmanos, judeus, budistas,
umbandistas e toda sorte de representantes religiosos andarem de mãos dadas
visando apenas a evolução espiritual de todos que os cercam, sem tentar
entender ou forçar o entendimento de quem está certo e de quem está errado,
somente desta forma existe uma esperança da mudança espiritual que este mundo
precisa. Mas, claro, eu sou a mais humana das entidades, então sou pessimista
de berço e caixão”.
A nossa amiga e protetora, Sra.Rosa Negra,
possui um entendimento mais maquiavélico em relação a esses assuntos, e
acredita que algum acontecimento divino, possivelmente alguma catástrofe,
poderia unir os povos, ou simplesmente zerar o que conhecemos como sociedade
para que haja um novo início. Difícil afirmar que é uma falta de esperança,
porém como as entidades na linha das Pombas Gira atuam na mesma faixa
vibracional que nós, seus entendimentos e, principalmente, percepções são mais
calcados na realidade dos fatos.
De uma forma mais tranquila ou de
uma forma mais contundente, o que trazemos de ensinamento desse breve estudo é
que as religiões como existem são um desserviço para o desenvolvimento
espiritual das pessoas. Não temos como entender como algo ligeiramente perto da
coerência associarmos guerras à religião e isso ser correto. Religião é uma
instância política e as mudanças ocorrerão apenas quando os fiéis dessas
religiões entenderem que há a necessidade de mudança, e assim realizarem.
Devemos transformar as
atrocidades religiosas (sejam elas com morte ou “apenas” contra os conceitos de
seu cerne) com atos de amor, porque é apenas o amor incondicional, sem esperar
nada em troca, que será catalisador dessas mudanças. Temos que amar tudo aquilo
que Deus nos concedeu, sem querer separar o entendimento de que o “nosso” Deus
é melhor que o Deus “deles”. Tudo é Sagrado e devemos comungar com a Luz Divina
todos os dias, de uma forma natural, sem a necessidade de dogmas
políticos-religiosos.
Finalizamos este estudo com as
contribuições especiais de algumas entidades que, em momentos distintos,
falaram sobre a importância do Amor: “Caros irmãos, observem os insetos que voejam em volta das
lâmpadas de suas casas. Tudo é atraído para a luz! As plantas, elas também
buscam os raios do sol. Elas sempre serviram para encontrar a sua face dourada.
Observem os homens! Vejam como os que vivem ao sol são positivos, alegres e
cheios de energia! Observem novamente os homens! Notem como os que vivem sob
luzes espirituais, sob a bênção do trabalho honesto, sob a paz de um lar
harmônico, como trazem rostos suaves, expressões sadias e uma aura de paz. Por
que a inveja? Por que a irritação? Por que a angústia, se Deus é um infinito
manancial de bênçãos? Por que a miséria moral se toda a natureza clama a
perfeição e a plenitude divinas? Sejam paz, amor e simpatia, mesmo que com o
coração ulcerado pela dor ou pelo remorso. Assim, cairá sobre vocês grande quantidade
de eflúvios regenerativos. Amigos surgirão, bem como novas oportunidades,
sorrisos sinceros e gratidão do fundo d’alma. Nada vale a lágrima de tristeza,
o sorriso não expresso ou a falta de candura na voz. Tudo vale um aperto de
mão, um abraço verdadeiro, o desejar bem. Quando estiverem acostumados a assim
proceder, enxergarão, surpresos, em torno de si mesmos, que não encontrarão
mais angústias, esgares de dor ou o medo paralisante. O Amor é o lubrificante
para todas as engrenagens enferrujadas da vida. É o remédio para todas as
doenças.
O Amor é o agente agregante das
infinitas partículas que formam o universo manifestado. É a força que atrai o
elétron ao núcleo atômico, tanto quanto mantém os planetas ao redor dos
múltiplos sóis que flutuam no cosmos. Sustenta o inseto ínfimo, como também
alimenta o Anjo protetor. É o combustível que move os seres elementais em seu
silencioso trabalho e é a potência que flui através dos arcanjos siderais. O
Amor é a centelha divina que dorme nas pedras, sonha nos vegetais, se exercita
nos animais e desabrocha no homem. Cabe a cada um de vocês usar o dom do Amor
com abundância. Dar e receber! Dar de graça o que sempre de graça receberam!
Fluir no grande rio da evolução através do Amor, porque mesmo que prefiram caminhar
por entre espinheiros, volta e meia dar-se-ão com a face augusta do Amor.
Então, toda máscara cairá por terra. Toda ilusão esvanecer-se-á. Só restará a
essência que a tudo anima: o Amor Divino”. - Entidade de Luz conhecida por
Glória, em texto psicografado (médium anônimo) em junho de 1996. “O Amor Divino
se reflete na Terra de múltiplas formas. É desde o fruto que alimenta até o
amor maternal. É desde a água que dessedenta até o braço paterno que ampara. É
a palavra que consola e o grito de alerta. Está nas flores e suas essências,
nos pastos que alimentam os animais, no solo que sustenta a vida vegetal.
Habita nos rios e mares que são espelho para a luz do sol e em vós, seres
humanos, que são cálices deste mesmo Amor. Sustentem-no em vós e distribuam-no
a tudo que está a vossa volta. Não economizem no amor que possam dar, pois, na
Matemática Divina, quanto mais se divide o amor com o semelhante, mais ele se
multiplica.
Cantem como os pássaros, que voam livres
sob o fundo azul do céu. Sejam livres como os pássaros na escolha de seus
caminhos, mas não guardem em vossos peitos o tesouro dado pelo Pai. ‘Dai de graça
o que de graça recebestes’. E com o tempo, o Amor Divino doado a vós, e
transformado por vós em amor humano limitado, tornar-se-á novamente a luz pura
original. Que a Paz do Senhor esteja convosco para todo o sempre”.
Entidade de Luz João, em texto psicografado (médium anônimo) em março de 1996.
“O amor, fiozinho, é a única força capaz
de mudar o mundo pra melhor” - Pai Tonico de Aruanda.
Agradecemos às Entidades de Luz
que prestigiaram este estudo.
Que Deus as abençoem.
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